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julho 10, 2011

Amo escrever, sempre amei.
Não tenho vindo mais dividir meus pensamentos nesta página, eu sei. Confesso que os tenho guardado, em mais um caderno, para mim e para outros poucos leitores.
Há um motivo para que eu tenha aberto esta página hoje. Na última sexta-feira saí e encontrei um antigo professor de redação, rindo e divertindo-se como de costume, eu também estava me divertindo – com meus amigos. Durante a noite de ontem recebi a notícia de seu assassinato horas após tê-lo encontrado.
Ele não me fez amar escrever ou ler mais, não. Ele não foi alguém em que me inspirei. Ele foi quem me ensinou a aperfeiçoar um pouco o que eu amava fazer, foi graças a ele que em todos os vestibulares que fiz minha nota de redação ultrapassou todas as outras e consegui ingressar em duas universidades públicas. Graças a ele ter sido um bom mestre.
Fica registrado aqui, um lugar que faz parte de mim, meu profundo agradecimento pelo conhecimento transmitido e o pesar por sua morte.

janeiro 28, 2011

“Quem nunca quiz morrer
Não sabe o que é viver
Não sabe que viver é abrir uma janela
e pássaros e pássaros sairão por ela
e hipocampos fluorescentes
medusas translúcidas
radiadas
estrelas do mar.
Viver é sair de repente do fundo do mar
e voar.”

Mário Quintana

janeiro 28, 2011

Ô princesa de Aiocá, que saudade que eu sinto do mar!

janeiro 12, 2011

Tu que só me viste em fossa, cansada, deitada no meio-fio, sonhando com o sim ou o não, pois a palavra dita vira fato consumado. Eu que estava ali chorosa, a decidir aonde por os pés ao me levantar, para onde meu corpo iria, se ao meio do asfalto em direção ao nada, ou se caminharia por aquelas calçadas, vendo as luzes dos bares que frequentei; procurando só, estar bem tão só, para encontrar-me por fim.

Tu que só viste uma mulher-cárie, que tropeçava em pedras, com seus saltos-altos. Indo a esmagar corações por pura diversão, o que aconteceu é que por falta de carinho perdeu calor o seu próprio coração.

Vós que me vistes assim, tão crua, bem dizer despida, a uma plateia infinita em que se perde meu olhar, deverias me olhar de novo, eu e meu sorriso frouxo a escrever estas tortas linhas, que às vezes rimam com o andar de cima por pura cisma desta pseudo-escritora que deseja dar ar de poema a essas mal escritas linhas para mostrar ao mundo que está de volta, enfim. Que trouxe cicatrizes, mas que são elas que fazem cheirar assim todo o lugar: cheiro de riso descabido, sem juízo, doce e engraçado, como de um pobre palhaço; que um dia foi mas hoje não sabe o ser.

janeiro 9, 2011

Quando criança adorava a época de comprar material escolar, eu comprava sempre tudo o que era necessário e que fazia brilhar meus olhos. Todos os anos era o mesmo ritual… (eu não usava novamente algo, mesmo que estivesse em bom uso). Hoje, adulta, universitária as coisas estão diferentes… até acabar ou ficar realmente inutilizável eu não largo minhas esferográficas e meu caderno – tão surrados coitados… rsrs. E não é porque eu não possa comprar material novo, eu só não quero gastar dinheiro desnecessariamente e fico lembrando de quanta coisa ainda útil eu joguei fora porque não queria mais… faltou em mim essa consciência de hoje e por isso faltou também para outras crianças material escolar, usado, mas material escolar.

janeiro 3, 2011

Cansaço que perdura, descanso que não vem. 04:03

dezembro 30, 2010

Sem planos. Agora cada coisa na sua vez.
Bons ventos e luz para todos.
Que assim seja.

A Cynthya e Éverton

dezembro 26, 2010

Olhares encantados brilhando a deslumbrar um ao outro.
Nem parece que o tempo passou, que minha amiga -dos nossos 15 anos -tornou-se uma mulher ainda mais linda e que aquele rapaz diferente que surgiu do nada, literalmente, estaria hoje despojando-a. Nossa pequena está linda e completa, eu posso dizer, porque a conheço, porque enxergo e se enxergo devo ver.
Não choro, não chorei externamente, mas minha felicidade e alegria de vê-los finalmente casados, felizes e poder testemunhar de perto é enorme, quase não cabe no peito.

Muita luz, paz e felicidades, meus amores.

ps.: a madrinha rabugenta pegou o bouquet (eu) =p

dezembro 23, 2010

Gostaria de morar dentro de uma ostra.

dezembro 17, 2010

A Alisson e André, que me põem em contato comigo

Silêncio! Estamos completos agora.
Distância! Nós nos bastamos.
Atenção! Nossos olhos conversam muito.
Cuidado! Somos extremistas, carniceiros, porra-loucas.
Um ser dividido em três.
Passeios, drinques, flores, bolero, bossa-nova, rock’n'roll na madrugada.

“Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim…”

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